As fraudes bancárias e financeiras vêm crescendo de forma significativa nos últimos anos, especialmente diante da ampliação das operações digitais, transferências eletrônicas, Pix, aplicativos bancários e demais serviços financeiros realizados pela internet.
Nessas situações, agir rapidamente é fundamental. A correta coleta de documentos, extratos, registros de atendimento, comprovantes, mensagens, movimentações bancárias e demais informações relacionadas à fraude pode ser determinante para a adequada análise jurídica do caso e para a adoção das medidas necessárias visando minimizar os prejuízos sofridos pelo consumidor.
Ao contratar serviços bancários, o consumidor também contrata, de forma indireta, o dever de segurança da própria instituição financeira. Os bancos possuem obrigação legal de disponibilizar mecanismos eficazes de proteção, monitoramento e segurança das operações realizadas por seus clientes, incluindo sistemas de autenticação, validação de acesso, confirmação de operações sensíveis e demais ferramentas destinadas à prevenção de fraudes e movimentações irregulares.
Constatada eventual falha de segurança, movimentação não reconhecida, golpe financeiro ou operação fraudulenta, torna-se necessária uma análise técnica individualizada para verificação das circunstâncias do caso, identificação de eventual responsabilidade da instituição financeira e adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.